Pior do que tá? Fica.

Mesmo com o volume de trabalho muito alto, eu preciso deixar um post nesse blog em 2017. Isso porque meu último post por aqui foi em 2015, quando eu ainda morava em São Luís. Em 2016 foram 0 posts e minha mente tava mesmo levando minha vida pro buraco. A verdade é que tudo basicamente se resumiu à minha mudança pra São Paulo. Isso por si só já seria algo muito interessante de se contar, mas foi um ano realmente muito pesado, de muita angústia, desequilíbrios e de muita exigência da minha mente, coisa que todo mundo tá passando ou conhece alguém que passa.

Em 2017 eu retornei à mim, digamos assim. Um ano de volta ao controle do meu descontrole, da minha impulsividade, do meu frisson, das minhas vontades. Acho que voltei a ser uma pessoa que costumava ser: empolgada e esperançosa. Nem por isso menos cansada.

É quase inacreditável que eu, cara de adolescente, negra, nordestina, completo daqui a pouco, em janeiro, dois anos em São Paulo com a hiper responsabilidade do monitoramento de mídias sociais de uma marca global e de ter meu apartamento. Não porque eu acho que não fosse capaz, mas porque quando a gente tá numa estatística, a gente acredita na estatística. E ainda bem, que de vez em quando, a gente faz parte do desvio de alguma probabilidade.

Por falar em estatística, comecei a pós-graduação em Opinião Pública e Inteligência de Mercado na FESPSP. Tive três disciplinas neste semestre, que simplesmente arrombaram minha cabeça de tanto estudar. Fiz minha matrícula com descrença comedida. Será que vou realmente aprender algo novo? Fui surpreendida. Foi só um semestre, mas já aprendi bastante. Aliás, recomendo sair desses padrões de cursos de Marketing Digital e coisas similares. O mundo é muito mais profundo do que um PPT com a frase “as pessoas hoje se relacionam de um jeito diferente”.

E sobre pessoas, eu já tinha conhecido uma boa parte de São Paulo morando no Centro e passeando de carro do Morumbi à Mooca, de Interlagos ao Mandaqui. Eu achava que era uma pessoa realmente diferenciada. E dependendo do referencial, até sou mesmo, infelizmente. Mas quebrei a tigela da hipsteragem fazendo meu curso da PrograMaria. Lá eu conheci realidades completamente distintas da minha. Mulheres que moram no Coroadinho de São Paulo, trabalham no MST e também nas principais fintechs brasileiras. Gente que realmente se esforça pra conseguir sobreviver e viver nesse mundo cão. E nós todas aprendendo programação! Que poderoso isso.

Inclusive, foi após conversar com uma das meninas do curso do PrograMaria que eu cheguei em casa e dei meu primeiro play num disco do Racionais e do Sabotage com meus novos olhos e ouvidos. Quanta música densa. As pessoas podem até ouvi-los morando em outro lugar. Mas quando você mora em São Paulo e entende a geopolítica do lugar… Bom, eu nem sou capaz de explicar.

Terça e quinta eram as aulas de programação. Segundas e quartas eram as aulas da pós-graduação. Das 19h às 22h30. Quatro dias por semana. Óbvio que eu sou só exaustão. Fiquei habituada em dormir por 6h/noite. Comecei a praticar ioga (mais meditação do que ioga, na verdade). A partir daí foi só descendo a ladeira da vida de classe média: realinhamento dos chakras, livro de comida vegana, bordadinho, Weleda… Tudo isso pra cuidar da tal síndrome do pânico, minha herança de 2016.

Ainda nem terminou o ano, mas não é possível que os próximos 18 dias vão estragar a frase que eu mais assumi o ano inteiro: “Se o ruim já está por aqui, então vou atrás do que faz bem, daquilo que joga a gente pra cima.” 2017, obrigada por não me deixar morrer.

Amigos – São Luís, Fortaleza, Rio, São Paulo.

migoossamigoss

Mozão

amor

Cursos. Programação, estatística, escrita!

progra

Hábitos. Casa.

aprendizados

Primeiro show sozinha. Bruno Mars, novembro.

show

Praia. Inverno de 2017.

praia

Brechós e Sebos. Rio e SP ❤

sebos

Sol. Sempre.

sol

 

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